Estava chovendo. Céu cinzento, escuro. Estávamos ali. A água caía dos beirais com intensidade. Um trovão. Você chegou mais perto. Mais perto de mim. Eu… Eu te abracei. A chuva criava um riacho junto aos nossos pés. Outro trovão. Já estávamos abraçados. Um pingo de água cai de uma telha partida na minha cabeça. Eu acordo.
Principio do continuar para sempre, no interior de um universo conjunto, universo sem fronteiras. Viagem do pensamento. Bagagem de sonhos. Pactuados, encaixados limite-limite. Sobre a terra viva, um conteúdo único, colorido com todas as peles dos devaneios, ocupando cada espaço métrico . Como a fazer dele nosso "ser". E nos perdemos. Onde tudo que somos e o que um dia seremos será descrito no passaporte que leva a todos os lugares de nós
Há "nós"que damos na vida E ficamos amarrados. Um nó tão atado, tão denso, tão forte, tão grudado, tão perfeito... São aqueles nós da vida que atamos para a vida, de um dia para o outro.
Momentos perfeitos são aqueles imperfeitos diluídos em pedaços. Momentos em que tudo se torna especial e intenso. Onde cada sensação fica guardada. Onde há um brilho, uma magia. Onde há sempre um sorriso no rosto. E cada segundo é transformado em eternidade. A perfeição do momento faz acontecer um momento perfeito.
Rascunhos. Palavras perdidas, um esboço que vai sendo alterado, podendo ser melhorado, aprimorado a cada dia. Tendo a liberdade para mudanças e novas tentativas...
"Escrevo. E pronto. Escrevo porque preciso, Preciso porque estou tonto. Ninguém tem nada com isso. Escrevo porque amanhece, E as estrelas lá no céu Lembram letras no papel, Quando o poema me anoitece. A aranha tece teias. O peixe beija e morde o que vê. Eu escrevo apenas. Tem que ter por quê?.."
Musicas. Textos. Poemas. Sentimentos. Um pouco de mim. Meu espaço. Meu canto. Meu refúgio. Meu tempo.